No dia 02 de Março de 2010, foram realizados em Cerejeiras – RO, os encontros presenciais referentes à Unidade 03 do TP 01, que tem como tema O texto como centro das experiências no ensino de língua.
Para introduzir as matérias a serem discutidas no decorrer do encontro houvemos por bem realizar a leitura do texto da nossa colega formadora do Gestar no município de Presidente Médici – RO, a professora Francisca Elizabeth dos Santos Alves, a respeito de sua experiência e de seus cursistas com o programa e do qual destaco aqui alguns trechos bem interessantes:
“Não serão todos que concluirão como é esperado por todos nós, mas todos, certamente, já foram atingidos, direto ou indiretamente por esta atmosfera inquietante, desafiadora, desacomodadora e confortante vontade de aprender, que temporariamente estamos chamando de Gestar. Esse desejo não tem NOME, SOBRENOME, nem PRONOME. Ele É...”
Quero em primeiro lugar dizer do quanto aprendi ao aceitar “ensinar”. O que se precisa dizer a quem experimentou o desafio de construir o conhecimento proposto nesses cadernos de capas verdes, se não do quão maravilhoso e gratificante foi por ali caminhar por três anos e a partir de então, estar para sempre com as idéias através deles propostas? (Uma vez com elas estando, não se pode mais delas se livrar).
É preciso apenas lembrar. A memória lá está gravada nas atividades propostas, “despretensiosamente” registrada por entre as inúmeras atividades por nós desenvolvidas em contínuos momentos de planejamento, escrita, revisão e edição final... final? Não, edições provisórias. As reedições são constantes, pois trabalhamos a LINGUAGEM como “Processo de Interação Humana”. Por aqui agora todos compreendemos o TEXTO como centro do ensino, a VARIAÇÃO LINGUÍSTICA como orgulho da nossa Língua Portuguesa, as GRAMÁTICAS como plural, a INTERTEXTUALIDADE como uma grande rede abrangente dos discursos da humanidade, a COESÃO TEXTUAL muito mais significativa e contextualizada do que supúnhamos, as ARTES como um direito ao prazer, a LITERATURA como aquela de quem devemos sentir falta por ter tido a presença e, nos últimos encontros, surpreendemo-nos com a ARGUMENTAÇÃO como sendo parte de todo e qualquer discurso proferido e a COERÊNCIA como aquela que abraça o contexto. A ESTILÍSTICA? Esta já encontrando seu lugar desde as séries iniciais.
De todos os conceitos, os cursistas destacaram especialmente o conhecimento sobre GÊNERO TEXTUAIS: a palavra já não é mais empregada somente ao masculino e feminino, ou aos gêneros literários. Esta agora é uma constante na LEITURA e PRODUÇÃO em nossas salas de aula.
Os alunos mandam dizer, através de suas manifestações entusiasmadas nas aulas desenvolvidas por professores cursistas, que para elaborarem outro programa a seus professores, é preciso ter a qualidade deste e o toque de ousadia de um estado como RO que o abraçou muito antes de se tornar um programa nacional.
Agradeço à colega pelas palavras entusiásticas e fortemente motivadoras com as quais nos presenteou em seu blog e em nosso último encontro ( Ji-Paraná, Novembro de 2009).
Como esse é o primeiro encontro do ano de 2010, a princípio fizemos uma retomada das atividades desenvolvidas por nós até o presente momento, bem como aquelas que nos faltam para a conclusão do programa. Discutimos o cronograma, deliberamos sobre a data para aplicação das avaliações e sobre como e quando acontecerão os encontros e atividades. Ficou assim:
• Semana do dia 08/03 a 12/03 – Aplicação da Avaliação Diagnóstica;
• Dia 16 e 23/03 – Encontros destinados à correção das avaliações;
• Dia 06/04 – Encontro referente à Unidade 04 do TP 01;
• Dia 20/04 – Oficina referente às Unid. 05 e 06 do TP 02;
• Dia 04/05 – Oficina referente às Unid. 07 e 08 do TP 02;
• Semana do dia 18/05 – Encerramento das oficinas.
Lembramos que o programa não termina nessa data, apenas o estudo dos cadernos de Teoria e Prática (TPs). As atividades referentes ao programa devem continuar até, pelo menos, o final do ano letivo, quando estaremos aplicando a Avaliação de Saída. Acreditamos que, mesmo depois de concluído o estudo da teoria, na prática continuarão sendo desenvolvidas as atividades propostas pelo programa.
Na sequência das atividades do dia, dividimos a turma em pequenos grupos que ficaram encarregados de preparar e realizar a apresentação do conteúdo da Unidade:
• Seção 01 – Conceituar texto
Texto é toda e qualquer unidade de informação, no contexto da enunciação. Incluem-se aí os textos verbais, criados com palavras, e os textos não verbais, que prescindem do uso da palavra como o desenho, a pintura, a fotografia, a música, a mímica e outros. (TP1 Linguagem e cultura, p. 100)
• Seção 02 – Por que trabalhar com textos
O ensino e aprendizagem de qualquer língua deve dar-se com o uso de textos, porque é por meio deles que pensamos e interagimos. Da mesma forma, a análise lingüística só pode ser significativa para os alunos, se apoiada em textos que contextualizam cada uso do vocabulário e da morfossintaxe. (TP1 Linguagem e cultura, p. 113)
• Seção 03 – Os pactos de leitura
O pacto de leitura é um contrato implícito entre locutor e interlocutor quanto à expectativa que cada um põe no texto; um, a partir dos recursos usados, do gênero, do suporte, informa sobre como pretende que seu texto seja lido; o outro, a partir de seus objetivos e de seus conhecimentos, imagina o que pode encontrar no texto escolhido. (TP1 Linguagem e cultura, p. 120)
Os cursistas acharam por bem destacar o comentário da autora a respeito do papel do professor diante dessa visão de interlocução leitora, alertando para as possíveis leituras que cada indivíduo (aluno) é capaz de produzir:
“A diversidade de objetivos de leitura e de expressão dos alunos, assim como de seus conhecimentos prévios, exige do professor não só atitude aberta com relação às possibilidades e preferências, mas também uma atuação no sentido de criar condições para a ampliação de conhecimentos e, portanto, de horizontes.”(TP1 Linguagem e cultura, p. 120)
Luiza Oliveira de Assunção
Formadora Gestar II – Língua Portuguesa
Cerejeiras - RO
Blog da Luiza - Gestar 2
quinta-feira, 4 de março de 2010
DE VOLTA À ATIVA
O Gestar II, em Cerejeiras, inicia suas atividades.
Desde o dia 01 de Fevereiro de 2010, a equipe do Gestar em Cerejeiras, a coordenadora Maria de Jesus, a formadora de Língua Portuguesa Luiza (eu) e a formadora de Matemática, a professora Edna está trabalhando com vistas à preparação das atividades que estaremos desenvolvendo neste ano, entre elas a avaliação diagnóstica. A princípio, estivemos às voltas com o levantamento dos alunos que farão as avaliações, a preparação do material, incluindo as fichas das turmas, a impressão e conferência dos gabaritos e descritores e a separação das ditas avaliações por escolas e séries. Acordamos que, no primeiro encontro com os cursistas, a se realizar no início de março, marcaremos as datas para a aplicação das mesmas nas escolas bem como estabeleceremos, com os cursistas, alguns critérios para esse momento.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Para pensar:
“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira
às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática”
(Paulo Freire, em A Educação na Cidade)
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O GESTAR É UM TREM BÃO
Na manhã do dia deis
Nóis cheguemo bem cedinho.
E iguar faiz nos quartéis,
É só tomar o cafezinho
E ir direto pra sala
Aprendê cume qui fala
E fazê tudo direitinho.
Chegando na sala tava
A querida professora
Qui é muito sabida a dona
Já é até mestra e dotôra!
Ela ispricô pra nóis, tudo, tudo direitinho,
Cume que a gente vai fazê
Pra terminar o Gestar II
Se tiver ter o deproma
Da sonhada UNB.
Despois de tudo expricado
Cumecemo então a falá
O qui fizemo na escola
Do tar do curso do Gestar.
Todo mundo foi falando,
Os seus feitos coisa e tar.
Todo mundo teve sua vêis.
Ninguém ficou sem falar.
Num falô todo mundo cedo
Fico um pouco pra tarde.
Sabe, eu falei logo num quiria fazê alarde.
O povo de Colorado quereno inzibi, veja só
Feiz o deis cheim de figurinha
Só vendo pra vê a beleza.
O meu? Ai, ai, ai, que vergonha!
Feinho que dava dó.
Mais no Gestar é tão bão
Pruquê o crima é ameno.
Ninguém caçoa do outro: nem
Dos bão, dos ruim, “mais ou meno”.
E a gente fica à vontade
Conta as bestêra qui faiz.
A professora só óia,
E diz pra não fazê mais.
Na manhã do dia doze aprendemo
Qui o insino num é fracionado
Inté fizemo um texto
Usando uns palavriado
Qui a professora ispricô
Qui de provérbio é chamado.
Vimo um montão de provérbio
Cada quar na sua vêiz.
Tinha de toda língua:
Italiano, africano, árabe e chinês.
No texto argumentativo
Qui a professora pidiu
Nóis feiz falando duma árvore
Qui perdeu um gaio uma vêiz
E esse marvado já seco,
Cabo de machado virô.
Ia derrubá sua mãe
Qui triste argumento
-Te alimentei com minha seiva
E tu me mata agora?!
Arrependido o gaio
Pidiu perdão nessa hora
Na manhã do dia doze,
Quarta feira, note bem
Qui até zonza eu fiquei
Falô dumas redação
Chamada de oficiá,
Criou o “Ministério das Linguage”
No Distrito Federal
Falô dos concurso púbrico
Pra nossa felicidade
Qui a gente de sabê
O regimento da entidade.
Mais o mió de tudo
Não foi esse conseio, não.
Foi um tar de trava-língua
Qui pra falá é tão difícir
Qui deu câimbra até na mão.
Mais nóis fizemo certinho!
Mostremo pra professora
Qui nóis é aluno dos bão.
Ela fêiz um piquititinho.
E nóis fêiz um bem grandão!
Na tarde desse mesmo dia,
Nóis viu o filme “Vidas em Português”.
Oito séculos falando
Minha língua e a docêis.
A gente viu a mudança
Qui o tempo encarrega em fazê,
De lugar pra lugar também
Há diferença de sê.
Mais nossa língua é bunita.
Seja em quarqué idade
Só na nossa língua tem
A danada da sodada.
Mais bão memo foi de noite
Qui argúem ofereceu
Um firme pra os cursista
E no hotel aconteceu.
O mocinho era tão lindo!
E oiava com tanto amo
Qui as assanhada das minina
Quase num se agüento.
E a Bete, coitada, inocente, por ele se apaixono.
Eu nada disso vi
Mas a Auxiliadora contô.
Na quinta feira bem cedo
Cheguemo pra istudá
Era apresentação dos trabaio
Mais antes nóis viu um slide
Dum narrado nordestino
Contando um filme em inglês
Intendendo tudinho, tudinho...
O qui ele quis falá,
Era tudo expricadinho:
-Num sei que lá, num sei que lá.
Essa tarde estão ficô
Para os trabaio expô
Já era quase noitinha
Tava todo mundo cansado
Mais feliz que dava gosto!
Na manhã seguinte nóis fêiz
Uma fabula ingraçada
Era tudo ao contrário
Original não tinha nada.
O lobo que era mau
Ficou bãozinho, o danado,
Cuidava da vovozinha
Que nem mesmo a Chapeuzinho
Teve tamanho cuidado.
A tartaruga apressada, brigava com as formiga
Que estava demorando
Pra cumpri o cumbinado.
Num pudia ficá sujera.
Nem um poquim de farelo.
Nesse momento chegô
Um tar Monteiro Lobato, homem importante, mas singelo
Então levo todo mundo pro sítio
Do Pica Pau amarelo.
Na tarde desse dia então
quando tudo terminô,
fico aquela sodade
dos dia de felicidade
qui aqui nóis junto passô.
Quando o trem é assim bão,
Passa logo, a gente nem vê.
Professorinha querida, já to cum sodade docê.
Cum sodade de todo mundo
Pruquê isso é que é educação.
O grande, o pequeno se unem
Fazendo a integração
Caminhando todos juntos
Rumo à integração.
Maria Divina de Andrade
Corumbiara, 2009-11-26 Formadora do Gestar II
Nóis cheguemo bem cedinho.
E iguar faiz nos quartéis,
É só tomar o cafezinho
E ir direto pra sala
Aprendê cume qui fala
E fazê tudo direitinho.
Chegando na sala tava
A querida professora
Qui é muito sabida a dona
Já é até mestra e dotôra!
Ela ispricô pra nóis, tudo, tudo direitinho,
Cume que a gente vai fazê
Pra terminar o Gestar II
Se tiver ter o deproma
Da sonhada UNB.
Despois de tudo expricado
Cumecemo então a falá
O qui fizemo na escola
Do tar do curso do Gestar.
Todo mundo foi falando,
Os seus feitos coisa e tar.
Todo mundo teve sua vêis.
Ninguém ficou sem falar.
Num falô todo mundo cedo
Fico um pouco pra tarde.
Sabe, eu falei logo num quiria fazê alarde.
O povo de Colorado quereno inzibi, veja só
Feiz o deis cheim de figurinha
Só vendo pra vê a beleza.
O meu? Ai, ai, ai, que vergonha!
Feinho que dava dó.
Mais no Gestar é tão bão
Pruquê o crima é ameno.
Ninguém caçoa do outro: nem
Dos bão, dos ruim, “mais ou meno”.
E a gente fica à vontade
Conta as bestêra qui faiz.
A professora só óia,
E diz pra não fazê mais.
Na manhã do dia doze aprendemo
Qui o insino num é fracionado
Inté fizemo um texto
Usando uns palavriado
Qui a professora ispricô
Qui de provérbio é chamado.
Vimo um montão de provérbio
Cada quar na sua vêiz.
Tinha de toda língua:
Italiano, africano, árabe e chinês.
No texto argumentativo
Qui a professora pidiu
Nóis feiz falando duma árvore
Qui perdeu um gaio uma vêiz
E esse marvado já seco,
Cabo de machado virô.
Ia derrubá sua mãe
Qui triste argumento
-Te alimentei com minha seiva
E tu me mata agora?!
Arrependido o gaio
Pidiu perdão nessa hora
Na manhã do dia doze,
Quarta feira, note bem
Qui até zonza eu fiquei
Falô dumas redação
Chamada de oficiá,
Criou o “Ministério das Linguage”
No Distrito Federal
Falô dos concurso púbrico
Pra nossa felicidade
Qui a gente de sabê
O regimento da entidade.
Mais o mió de tudo
Não foi esse conseio, não.
Foi um tar de trava-língua
Qui pra falá é tão difícir
Qui deu câimbra até na mão.
Mais nóis fizemo certinho!
Mostremo pra professora
Qui nóis é aluno dos bão.
Ela fêiz um piquititinho.
E nóis fêiz um bem grandão!
Na tarde desse mesmo dia,
Nóis viu o filme “Vidas em Português”.
Oito séculos falando
Minha língua e a docêis.
A gente viu a mudança
Qui o tempo encarrega em fazê,
De lugar pra lugar também
Há diferença de sê.
Mais nossa língua é bunita.
Seja em quarqué idade
Só na nossa língua tem
A danada da sodada.
Mais bão memo foi de noite
Qui argúem ofereceu
Um firme pra os cursista
E no hotel aconteceu.
O mocinho era tão lindo!
E oiava com tanto amo
Qui as assanhada das minina
Quase num se agüento.
E a Bete, coitada, inocente, por ele se apaixono.
Eu nada disso vi
Mas a Auxiliadora contô.
Na quinta feira bem cedo
Cheguemo pra istudá
Era apresentação dos trabaio
Mais antes nóis viu um slide
Dum narrado nordestino
Contando um filme em inglês
Intendendo tudinho, tudinho...
O qui ele quis falá,
Era tudo expricadinho:
-Num sei que lá, num sei que lá.
Essa tarde estão ficô
Para os trabaio expô
Já era quase noitinha
Tava todo mundo cansado
Mais feliz que dava gosto!
Na manhã seguinte nóis fêiz
Uma fabula ingraçada
Era tudo ao contrário
Original não tinha nada.
O lobo que era mau
Ficou bãozinho, o danado,
Cuidava da vovozinha
Que nem mesmo a Chapeuzinho
Teve tamanho cuidado.
A tartaruga apressada, brigava com as formiga
Que estava demorando
Pra cumpri o cumbinado.
Num pudia ficá sujera.
Nem um poquim de farelo.
Nesse momento chegô
Um tar Monteiro Lobato, homem importante, mas singelo
Então levo todo mundo pro sítio
Do Pica Pau amarelo.
Na tarde desse dia então
quando tudo terminô,
fico aquela sodade
dos dia de felicidade
qui aqui nóis junto passô.
Quando o trem é assim bão,
Passa logo, a gente nem vê.
Professorinha querida, já to cum sodade docê.
Cum sodade de todo mundo
Pruquê isso é que é educação.
O grande, o pequeno se unem
Fazendo a integração
Caminhando todos juntos
Rumo à integração.
Maria Divina de Andrade
Corumbiara, 2009-11-26 Formadora do Gestar II
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
PLATAFORMA FREIRE
Todos os professores das redes municipais e estaduais devem fazer seu cadastro na Plataforma Freire, independente da inscrição em cursos de formação inicial, continuada e especialização. A partir de agora, todas as formações oferecidas terão o site como forma de inscrever seus participantes.
É de grande importância que você, professor, faça seu cadastro na Plataforma Freire: http://freire.mec.gov.br O acesso é fácil e rápido. Basta que você acesse já tendo um endereço de email.
Contribuição: Blog de Núbia Montenegro, Zílpora-TICS.
É de grande importância que você, professor, faça seu cadastro na Plataforma Freire: http://freire.mec.gov.br O acesso é fácil e rápido. Basta que você acesse já tendo um endereço de email.
Contribuição: Blog de Núbia Montenegro, Zílpora-TICS.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Boas vindas ao ano que se inicia
Mais um ano que começa e, com ele muito trabalho e realizações. É o que esperamos e desejamos a todos.
Que nesse novo ano possamos realizar tudo o que planejamos, e que o nosso trabalho seja um grande sucesso.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Variantes Linguísticas: Desfazendo Equívocos
Foi no dia 01 de Dezembro que realizamos, aqui em Cerejeiras, a oficina referente à Unidade 02 do TP 01, Variantes Linguísticas: Desfazendo equívocos.
Nesse encontro pudemos refletir e, realmente, desfazer alguns equívocos sobre a concepção de ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa e, mais especificamente sobre as variantes linguísticas. Os cursistas relataram as atividades desenvolvidas no período que antecedeu o encontro e trabalharam em grupo o conteúdo do módulo. Puderam concluir que:
Desejamos a todos um feliz natal e um próspero ano novo.
Luiza Oliveira de Assunção
Formadora de Língua Portuguesa
Gestar II - Cerejeiras - RO
Nesse encontro pudemos refletir e, realmente, desfazer alguns equívocos sobre a concepção de ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa e, mais especificamente sobre as variantes linguísticas. Os cursistas relataram as atividades desenvolvidas no período que antecedeu o encontro e trabalharam em grupo o conteúdo do módulo. Puderam concluir que:
- A norma culta, como um dos dialetos da língua, não pode ser tratada nem melhor nem pior que os outros;
- .O texto escrito (como o literário, por exemplo) pode fugir dos padrões ditados pela norma culta.
- O ensino da língua deve abranger as formas escritas e orais;
Desejamos a todos um feliz natal e um próspero ano novo.
Luiza Oliveira de Assunção
Formadora de Língua Portuguesa
Gestar II - Cerejeiras - RO
sábado, 19 de dezembro de 2009
O Natal é uma festa do Amor. O Amor de Deus por nós, o Amor de Jesus pela humanidade, tão grande que chega ao ponto de vir compartilhar conosco nossas tristezas e alegrias. Que esse sacrifício do Filho de Deus por nós possa ser valorizado por todos.
Feliz Natal e um Próspero Ano Novo
a todos os gestaleiros!!!!!!!
sábado, 5 de dezembro de 2009
Oficina 01 – Variantes lingüísticas: Dialetos e registros
No dia 17 de Novembro realizamos, em Cerejeiras – RO, o encontro presencial referente à Unidade 01 do Caderno de Teoria e Prática 01, Variantes lingüísticas: Dialetos e Registros.
Como de costume fizemos uma oração inicial e, em seguida, assistimos à primeira parte da palestra da Leila Navarro. Resolvi compartilhar esse material com meus cursistas visando à sua motivação e dividi a mesma em duas partes para não comprometer o estudo do conteúdo do TP. Na seqüência das atividades planejadas para esse momento, fizemos a divisão do conteúdo por seção para ser trabalhado em grupos.
Os cursistas socializaram o conteúdo estudado e puderam concluir que:
• Língua e cultura se inter-relacionam sendo uma a representação da outra;
• A língua é usada de forma diferente dependendo de alguns fatores como: idade, gênero, região, classe social, profissão;
• Além disso, ainda ocorrem as interferências pessoais no uso da língua a que chamamos idioleto;
• De forma mais exclusiva ainda tem que ser visto os registros que caracterizam-se como formal e informal e adequados às diversas situações de uso;
Após um pequeno intervalo, refletimos sobre o conteúdo visto e o papel do professor diante dessas diversas situações de uso da língua com a apresentação do texto “Nóis mudemo”(autor desconhecido). Pudemos concluir que é de extrema relevância o papel da Educação no sentido de não-exclusão do indivíduo da sociedade e, principalmente, da escola, com base no uso que ele faz da língua. Encerramos o encontro com a produção de um texto dissertativo pelos cursistas sobre o tema Língua e Exclusão, no qual eles puderam expor seu ponto de vista a respeito do assunto:
• “O educador precisa ter o cuidado ao ensinar que a língua não é estática e que as variações lingüísticas devem ser aceitas e trabalhadas de uma maneira dinâmica para não haver exclusão e nem bloqueio no educando”(Maria Terezinha S. Vieira)
• “Enquanto educadores, precisamos ficar atentos em relação ao modo de falar de cada aluno, pois a escola é o ambiente que poderá ajudá-lo a conhecer a própria língua, conhecer e estudar a gramática, aprender a utilizá-la na produção de textos escritos e, até mesmo, a se expressar adequadamente diante de diferentes situações do cotidiano.” (Lucimar de Souza)
• “Deve haver um cuidado e uma forma de trabalhar as diferenças de dialetos, principalmente na sala de aula, para que todos percebam sua importância, seu valor dentro da sociedade e que conheçam outros dialetos, sem sentir-se menosprezados.”(Gilmara Gomes M. Lacerda)
• “Observa-se que o ensino atual, roteirista e conteudista, visa ensinar a gramática da língua, deixando em segundo plano os objetivos essenciais que são ouvir, falar, ler e escrever. Seguindo esses métodos, a escola possibilita a exclusão e não a inclusão do aluno na sociedade.” (Genilsa Aparecida da Silva).
Como pode ser visto, acreditamos que esse encontro foi bastante eficaz no que se refere à reflexão que fizemos tendo como tema o ensino e a aprendizagem da língua portuguesa em sala de aula. Temos a certeza que contribuímos um pouco mais para a mudança nas concepções desse ensino por parte dos professores.
Luiza Oliveira de Assunção
Formadora de Língua Portuguesa
Gestar II – Cerejeiras – RO
Como de costume fizemos uma oração inicial e, em seguida, assistimos à primeira parte da palestra da Leila Navarro. Resolvi compartilhar esse material com meus cursistas visando à sua motivação e dividi a mesma em duas partes para não comprometer o estudo do conteúdo do TP. Na seqüência das atividades planejadas para esse momento, fizemos a divisão do conteúdo por seção para ser trabalhado em grupos.
Os cursistas socializaram o conteúdo estudado e puderam concluir que:
• Língua e cultura se inter-relacionam sendo uma a representação da outra;
• A língua é usada de forma diferente dependendo de alguns fatores como: idade, gênero, região, classe social, profissão;
• Além disso, ainda ocorrem as interferências pessoais no uso da língua a que chamamos idioleto;
• De forma mais exclusiva ainda tem que ser visto os registros que caracterizam-se como formal e informal e adequados às diversas situações de uso;
Após um pequeno intervalo, refletimos sobre o conteúdo visto e o papel do professor diante dessas diversas situações de uso da língua com a apresentação do texto “Nóis mudemo”(autor desconhecido). Pudemos concluir que é de extrema relevância o papel da Educação no sentido de não-exclusão do indivíduo da sociedade e, principalmente, da escola, com base no uso que ele faz da língua. Encerramos o encontro com a produção de um texto dissertativo pelos cursistas sobre o tema Língua e Exclusão, no qual eles puderam expor seu ponto de vista a respeito do assunto:
• “O educador precisa ter o cuidado ao ensinar que a língua não é estática e que as variações lingüísticas devem ser aceitas e trabalhadas de uma maneira dinâmica para não haver exclusão e nem bloqueio no educando”(Maria Terezinha S. Vieira)
• “Enquanto educadores, precisamos ficar atentos em relação ao modo de falar de cada aluno, pois a escola é o ambiente que poderá ajudá-lo a conhecer a própria língua, conhecer e estudar a gramática, aprender a utilizá-la na produção de textos escritos e, até mesmo, a se expressar adequadamente diante de diferentes situações do cotidiano.” (Lucimar de Souza)
• “Deve haver um cuidado e uma forma de trabalhar as diferenças de dialetos, principalmente na sala de aula, para que todos percebam sua importância, seu valor dentro da sociedade e que conheçam outros dialetos, sem sentir-se menosprezados.”(Gilmara Gomes M. Lacerda)
• “Observa-se que o ensino atual, roteirista e conteudista, visa ensinar a gramática da língua, deixando em segundo plano os objetivos essenciais que são ouvir, falar, ler e escrever. Seguindo esses métodos, a escola possibilita a exclusão e não a inclusão do aluno na sociedade.” (Genilsa Aparecida da Silva).
Como pode ser visto, acreditamos que esse encontro foi bastante eficaz no que se refere à reflexão que fizemos tendo como tema o ensino e a aprendizagem da língua portuguesa em sala de aula. Temos a certeza que contribuímos um pouco mais para a mudança nas concepções desse ensino por parte dos professores.
Luiza Oliveira de Assunção
Formadora de Língua Portuguesa
Gestar II – Cerejeiras – RO
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Autobiografia
Meu nome é Luiza Oliveira de Assunção, nasci aos 19 de dezembro de 1965, na cidade de Deodápolis, Mato Grosso do Sul.
Antes de completar sete anos, meu pai resolveu se mudar com a família para a capital de São Paulo, onde pretendia melhores oportunidades de emprego e estudo para os filhos.
A primeira escola de que me lembro ficava na capital de São Paulo, num bairro chamado Penha de França. Era um prédio de três andares e chamava-se Colégio Padre Antão. Eu me recordo bem das escadas, que era por onde eu, ainda criança, corria em busca da merenda e das brincadeiras do recreio. Na sala de aula, me recordo apenas de um professor de quinta-série. Ele era negro, alto, magro e muito sisudo, mas eu me identificava muito com ele, ele dava aulas de Português e, com certeza, foi o responsável pelo gosto que adquiri pela leitura.
O que mais me fascinavam eram os textos que me transportavam para um mundo de fantasia, cheio de emoção e de alegria. Eu me concentrava tanto nas leituras, nas histórias, que perdia a noção do tempo, da realidade, e muitas vezes fui repreendida duramente por isso, pois tinha que cuidar dos serviços da casa primeiro e, muitas vezes, me surpreendiam com um livro nas mãos, entretida com as aventuras dos personagens.
Pegava livros emprestados na biblioteca da escola, na biblioteca pública e dos meus professores. Adorava entrar em livrarias e sonhava em um dia poder adquirir todos aqueles livros ali expostos. Era meu sonho de consumo. Meus irmãos mais velhos também contribuíam trazendo material de leitura para mim. Gibis, revistas, livros os mais diversos, fotonovelas e outros. Tinha preferência por textos narrativos e que tivessem bastantes diálogos.
Aos onze anos de idade nos mudamos novamente. Agora para a cidade de Campo Grande. Ali, estudei numa escola muito boa, cujo nome homenageava o Padre Heitor Castoldi. Datam dessa época algumas lembranças muito boas como o contato com a música e as festas regionais.
Permanecemos somente um ano naquele lugar, de onde saímos atraídos pela possibilidade de adquirir um pedaço de terra. Viemos para Rondônia em 1978 e nos instalamos inicialmente na cidade de Colorado do Oeste e depois no sítio que meu pai ganhou do Incra.
Essa nova morada ficava localizada muito distante da cidade e, por isso, fui obrigada a interromper meus estudos na sétima série do ensino fundamental. Também rarearam as possibilidades de acesso a qualquer material de leitura, então lia o que me caía nas mãos.
Aos dezesseis anos me casei e, um ano depois, já era professora numa escolinha rural em turmas multisseriadas.
Logo em seguida me inscrevi num curso de formação de professores à distância, o Logos II.
Com minha sede de saber, consegui alcançar, nesse curso, um dos recordes dos quais me orgulho em meus estudos. Concluí o curso em menos de quatorze meses, realizando até quatorze provas em um só dia.
Assim “formada”, resolvi me mudar, com minha família para a cidade de Cerejeiras, quando fui trabalhar na Escola Tancredo Neves, isso em 1986.
Trabalhava com turmas do primário, segunda e terceira série, a maior parte do tempo.
Em 1995, surgiu a oportunidade de realizar mais um dos meus sonhos, um curso de graduação na área de Língua Portuguesa. Era um curso da UNIR, Universidade Federal de Rondônia. Quando comecei o curso, fui convidada a trabalhar com as séries finais do ensino fundamental e o ensino médio.
Em 2000, seis meses depois de minha formatura, fui surpreendida em minhas convicções pela demissão. O Governo do Estado, alegando a necessidade de enxugar a folha de pagamento, demitiu um grande número de funcionários.
Fiquei desesperada! Já havia percebido que a educação era a minha vida e não poderia viver de outra forma. Busquei por diversos meios reaver meu cargo, mas foi tudo em vão, percebi que não poderia tê-lo de volta. Minha salvação foram as escolas particulares e algumas aulas pelo município, até poder voltar. Agora de acordo com a lei. Com nível superior e concurso público. Fiz o concurso em 2001, passei e fui chamada pra tomar posse no meu cargo de Professora Nível III em abril do mesmo ano. Em 2008, fui convidada a fazer parte da equipe do Gestar II em Cerejeiras como formadora de Língua Portuguesa, com o qual espero poder contribuir para a formação continuada de muitos outros colegas professores e, dessa forma, ajudar na melhoria do qualidade da educação que é oferecida aos nossos jovens estudantes, principalmente, daqueles que são foco do programa, de sexto ao nono ano.
E o futuro? A Deus pertence... Mas acredito que estou deixando a minha contribuição para que ele seja melhor.
Antes de completar sete anos, meu pai resolveu se mudar com a família para a capital de São Paulo, onde pretendia melhores oportunidades de emprego e estudo para os filhos.
A primeira escola de que me lembro ficava na capital de São Paulo, num bairro chamado Penha de França. Era um prédio de três andares e chamava-se Colégio Padre Antão. Eu me recordo bem das escadas, que era por onde eu, ainda criança, corria em busca da merenda e das brincadeiras do recreio. Na sala de aula, me recordo apenas de um professor de quinta-série. Ele era negro, alto, magro e muito sisudo, mas eu me identificava muito com ele, ele dava aulas de Português e, com certeza, foi o responsável pelo gosto que adquiri pela leitura.
O que mais me fascinavam eram os textos que me transportavam para um mundo de fantasia, cheio de emoção e de alegria. Eu me concentrava tanto nas leituras, nas histórias, que perdia a noção do tempo, da realidade, e muitas vezes fui repreendida duramente por isso, pois tinha que cuidar dos serviços da casa primeiro e, muitas vezes, me surpreendiam com um livro nas mãos, entretida com as aventuras dos personagens.
Pegava livros emprestados na biblioteca da escola, na biblioteca pública e dos meus professores. Adorava entrar em livrarias e sonhava em um dia poder adquirir todos aqueles livros ali expostos. Era meu sonho de consumo. Meus irmãos mais velhos também contribuíam trazendo material de leitura para mim. Gibis, revistas, livros os mais diversos, fotonovelas e outros. Tinha preferência por textos narrativos e que tivessem bastantes diálogos.
Aos onze anos de idade nos mudamos novamente. Agora para a cidade de Campo Grande. Ali, estudei numa escola muito boa, cujo nome homenageava o Padre Heitor Castoldi. Datam dessa época algumas lembranças muito boas como o contato com a música e as festas regionais.
Permanecemos somente um ano naquele lugar, de onde saímos atraídos pela possibilidade de adquirir um pedaço de terra. Viemos para Rondônia em 1978 e nos instalamos inicialmente na cidade de Colorado do Oeste e depois no sítio que meu pai ganhou do Incra.
Essa nova morada ficava localizada muito distante da cidade e, por isso, fui obrigada a interromper meus estudos na sétima série do ensino fundamental. Também rarearam as possibilidades de acesso a qualquer material de leitura, então lia o que me caía nas mãos.
Aos dezesseis anos me casei e, um ano depois, já era professora numa escolinha rural em turmas multisseriadas.
Logo em seguida me inscrevi num curso de formação de professores à distância, o Logos II.
Com minha sede de saber, consegui alcançar, nesse curso, um dos recordes dos quais me orgulho em meus estudos. Concluí o curso em menos de quatorze meses, realizando até quatorze provas em um só dia.
Assim “formada”, resolvi me mudar, com minha família para a cidade de Cerejeiras, quando fui trabalhar na Escola Tancredo Neves, isso em 1986.
Trabalhava com turmas do primário, segunda e terceira série, a maior parte do tempo.
Em 1995, surgiu a oportunidade de realizar mais um dos meus sonhos, um curso de graduação na área de Língua Portuguesa. Era um curso da UNIR, Universidade Federal de Rondônia. Quando comecei o curso, fui convidada a trabalhar com as séries finais do ensino fundamental e o ensino médio.
Em 2000, seis meses depois de minha formatura, fui surpreendida em minhas convicções pela demissão. O Governo do Estado, alegando a necessidade de enxugar a folha de pagamento, demitiu um grande número de funcionários.
Fiquei desesperada! Já havia percebido que a educação era a minha vida e não poderia viver de outra forma. Busquei por diversos meios reaver meu cargo, mas foi tudo em vão, percebi que não poderia tê-lo de volta. Minha salvação foram as escolas particulares e algumas aulas pelo município, até poder voltar. Agora de acordo com a lei. Com nível superior e concurso público. Fiz o concurso em 2001, passei e fui chamada pra tomar posse no meu cargo de Professora Nível III em abril do mesmo ano. Em 2008, fui convidada a fazer parte da equipe do Gestar II em Cerejeiras como formadora de Língua Portuguesa, com o qual espero poder contribuir para a formação continuada de muitos outros colegas professores e, dessa forma, ajudar na melhoria do qualidade da educação que é oferecida aos nossos jovens estudantes, principalmente, daqueles que são foco do programa, de sexto ao nono ano.
E o futuro? A Deus pertence... Mas acredito que estou deixando a minha contribuição para que ele seja melhor.


