Blog da Luiza - Gestar 2


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Oficina 12 - 1ª parte





Relatório oficina 12 – Unidade 23

No dia 13 de outubro de 2009, foi realizada em Cerejeiras a oficina referente à unidade 23 do TP 06 de Língua Portuguesa: O processo de produção textual: revisão e edição.
Para dar início às atividades fizemos uma reflexão sobre o dia do Professor com a mensagem Professores Apaixonados.
Retomamos o conteúdo do TP, as seções 01 e 02 da unidade 23 e formamos grupos para realizar a atividade de planejamento sugerida na página 151. em seguida, os grupos apresentaram para os colegas a seqüência didática que planejaram. Fizemos o fechamento dessa parte da oficina com a sugestão de aplicação do Avançando na Prática da seção 03, que consiste na revisão do texto Os quilombos contemporâneos e a educação(p. 143, TP 06) em pequenos grupos, como forma de conscientizar os alunos sobre a necessidade e ou possibilidade de se revisar os textos por eles produzidos visto que a maior dificuldade relatada pelos cursistas em relação a esse trabalho tem sido justamente a resistência dos alunos em revisar seus textos, alegando que os mesmos já estão prontos.
Após o intervalo, nos sentamos em grupos novamente para a leitura e debate do texto Pedagogia de projetos: fundamentos e implicações, de Maria Bernadete Brisola Brito Prado. Durante a socialização do estudo, procuramos esclarecer algumas dúvidas e incentivar os cursistas na elaboração de seu próprio projeto de sala de aula. Falamos sobre a estrutura do texto em si e nos colocamos à disposição de cada um deles para eventual suporte técnico-pedagógico. Nesse momento, apresentamos o relato da Professora Maria das Dores de Macedo Coutinho Raposo, vencedora do concurso Professor Nota Dez, da Fundação Victor Civita, a respeito do projeto desenvolvido por ela numa turma de 6º ano cujo tema era a produção de contos de terror (http://www.revistaescola.abril.com.br/).
Aproveitamos o final do encontro para homenagear os nossos colegas pelo Dia do Professor com uma montagem de fotos e a música “Você é especial”, de Aline Barros e uma mensagem do ilustríssimo professor Paulo Freire na qual ele incentiva os professores a não desanimarem diante das adversidades da profissão. Entregamos também uma pequena lembrança alusiva à data.
Para concluir realizamos a avaliação e os cursistas demonstraram satisfação com o programa.

Luiza Oliveira de Assunção
Formadora Gestar II – Língua Portuguesa
Cerejeiras – RO

Atividades realizadas pelos cursistas durante a oficina
1ª Proposta:

1. Texto “Vamos dar um fim para a violência” – Revisão da produção textual do aluno

v Leitura oral do texto;
v Divisão dos grupos para análise do texto identificando erros de concordância e ortografia;
v Proposta de reescrita do texto envolvendo:
v Coerência textual;
v Estrutura do texto (seqüência lógica das idéias e divisão dos parágrafos)
v Ortografia e pontuação;

2. Apresentação dos textos reescritos com abordagem das dificuldades encontradas;
3. Debate em sala com a participação do docente no papel de orientador, formando andaimes na construção do conhecimento para uma boa produção textual;
( Josiane, Sara e Wanderley)

2ª Proposta

1. Levar o tema para ser discutido em sala, colocar na lousa palavras e expressões chave;
2. Formar grupos e apresentar o texto original;
3. Através de questionamentos, direcionar a identificação dos erros no texto: pontuação, ortografia, coerência, coesão, fuga ao tema;
4. Após detectar os problemas no texto, cada grupo irá reescrever a sua versão seguido de apresentação para os colegas;
5. Após a apresentação dos grupos o professor convida a turma para a reescrita coletiva.
( Terezinha, Rialma, Márcia)

Atividade realizada por um aluno da professora Elenara – Escola Castro Alves

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Autobiografia

Meu nome é Luiza Oliveira de Assunção, nasci aos 19 de dezembro de 1965, na cidade de Deodápolis, Mato Grosso do Sul.
Antes de completar sete anos, meu pai resolveu se mudar com a família para a capital de São Paulo, onde pretendia melhores oportunidades de emprego e estudo para os filhos.

A primeira escola de que me lembro ficava na capital de São Paulo, num bairro chamado Penha de França. Era um prédio de três andares e chamava-se Colégio Padre Antão. Eu me recordo bem das escadas, que era por onde eu, ainda criança, corria em busca da merenda e das brincadeiras do recreio. Na sala de aula, me recordo apenas de um professor de quinta-série. Ele era negro, alto, magro e muito sisudo, mas eu me identificava muito com ele, ele dava aulas de Português e, com certeza, foi o responsável pelo gosto que adquiri pela leitura.

O que mais me fascinavam eram os textos que me transportavam para um mundo de fantasia, cheio de emoção e de alegria. Eu me concentrava tanto nas leituras, nas histórias, que perdia a noção do tempo, da realidade, e muitas vezes fui repreendida duramente por isso, pois tinha que cuidar dos serviços da casa primeiro e, muitas vezes, me surpreendiam com um livro nas mãos, entretida com as aventuras dos personagens.
Pegava livros emprestados na biblioteca da escola, na biblioteca pública e dos meus professores. Adorava entrar em livrarias e sonhava em um dia poder adquirir todos aqueles livros ali expostos. Era meu sonho de consumo. Meus irmãos mais velhos também contribuíam trazendo material de leitura para mim. Gibis, revistas, livros os mais diversos, fotonovelas e outros. Tinha preferência por textos narrativos e que tivessem bastantes diálogos.
Aos onze anos de idade nos mudamos novamente. Agora para a cidade de Campo Grande. Ali, estudei numa escola muito boa, cujo nome homenageava o Padre Heitor Castoldi. Datam dessa época algumas lembranças muito boas como o contato com a música e as festas regionais.
Permanecemos somente um ano naquele lugar, de onde saímos atraídos pela possibilidade de adquirir um pedaço de terra. Viemos para Rondônia em 1978 e nos instalamos inicialmente na cidade de Colorado do Oeste e depois no sítio que meu pai ganhou do Incra.
Essa nova morada ficava localizada muito distante da cidade e, por isso, fui obrigada a interromper meus estudos na sétima série do ensino fundamental. Também rarearam as possibilidades de acesso a qualquer material de leitura, então lia o que me caía nas mãos.
Aos dezesseis anos me casei e, um ano depois, já era professora numa escolinha rural em turmas multisseriadas.
Logo em seguida me inscrevi num curso de formação de professores à distância, o Logos II.
Com minha sede de saber, consegui alcançar, nesse curso, um dos recordes dos quais me orgulho em meus estudos. Concluí o curso em menos de quatorze meses, realizando até quatorze provas em um só dia.
Assim “formada”, resolvi me mudar, com minha família para a cidade de Cerejeiras, quando fui trabalhar na Escola Tancredo Neves, isso em 1986.

Trabalhava com turmas do primário, segunda e terceira série, a maior parte do tempo.
Em 1995, surgiu a oportunidade de realizar mais um dos meus sonhos, um curso de graduação na área de Língua Portuguesa. Era um curso da UNIR, Universidade Federal de Rondônia. Quando comecei o curso, fui convidada a trabalhar com as séries finais do ensino fundamental e o ensino médio.
Em 2000, seis meses depois de minha formatura, fui surpreendida em minhas convicções pela demissão. O Governo do Estado, alegando a necessidade de enxugar a folha de pagamento, demitiu um grande número de funcionários.
Fiquei desesperada! Já havia percebido que a educação era a minha vida e não poderia viver de outra forma. Busquei por diversos meios reaver meu cargo, mas foi tudo em vão, percebi que não poderia tê-lo de volta. Minha salvação foram as escolas particulares e algumas aulas pelo município, até poder voltar. Agora de acordo com a lei. Com nível superior e concurso público. Fiz o concurso em 2001, passei e fui chamada pra tomar posse no meu cargo de Professora Nível III em abril do mesmo ano. Em 2008, fui convidada a fazer parte da equipe do Gestar II em Cerejeiras como formadora de Língua Portuguesa, com o qual espero poder contribuir para a formação continuada de muitos outros colegas professores e, dessa forma, ajudar na melhoria do qualidade da educação que é oferecida aos nossos jovens estudantes, principalmente, daqueles que são foco do programa, de sexto ao nono ano.


E o futuro? A Deus pertence... Mas acredito que estou deixando a minha contribuição para que ele seja melhor.