Blog da Luiza - Gestar 2


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Relatório da Oficina 11 (2ª Parte)

Relatório Oficina 11(2ª parte)

No dia 28 de Setembro de 2009, no município de Cerejeiras – RO, foram realizadas as oficinas referentes à unidade 22 do TP 06, do Programa Gestar II de Língua Portuguesa.

A princípio é importante relatar a nossa preocupação com a freqüência dos cursistas, nesse encontro estiveram presentes sete cursistas do matutino e sete no vespertino. Já tomamos providências em relação a isso, encaminhando aos diretores e à REN/SEDUC de Cerejeiras, relatórios das freqüências dos cursistas e pedido de acompanhamento por parte das referidas autoridades no desempenho dos professores quanto à assiduidade nos encontros presenciais, esclarecendo que o programa é de interesse das escolas, pois visa à melhoria da qualidade do ensino.

Fizemos a leitura do texto “Lecionei a todos eles” e refletimos sobre o tema tratado, levantando os pontos que são considerados polêmicos e concluindo que o trabalho do professor não se restringe à mera transmissão de conhecimentos com o perigo de se tornar obsoleto, que o professor que realmente faz a diferença na vida dos alunos é aquele que se preocupa também com o caráter humano da profissão.

Durante o relato da prática uma das cursistas expôs sua experiência com a atividade sugerida no TP, página 54, que se trata de uma produção de texto argumentativo. A professora avalia que a atividade não surtiu o efeito desejado pois os alunos tiveram bastante dificuldade em entender o que lhes foi proposto. Fizemos uma reflexão sobre o assunto tentando identificar o problema, que, no caso, pode ter sido de adaptação da atividade à turma. Foi sugerido aos outros cursistas que, na eminência de aplicar essa mesma atividade em suas turmas procurem adaptá-la, sempre com a intenção de atender a proposta que seria de um texto argumentativo, levando em conta que esse tipo de texto pode pertencer a diversos gêneros: o texto publicitário, o artigo de opinião, a cara do leitor, o editorial, e que cada um desses gêneros é adequado pra uma determinada série.

Para a retomada, formaram-se duplas que, após o estudo, fizeram a socialização das seções com os outros cursistas. Nessa unidade de estudo me parece não haver problemas em relação ao conteúdo do TP. A reflexão a respeito das estratégias relacionadas ao planejamento da escrita pode evidenciar uma preocupação cada vez maior do professor de Língua Portuguesa com os processos de leitura e produção de textos que, com alguma dificuldade ainda, devido ao pouco tempo para planejamento dessas atividades, estão sendo já revistos pelos profissionais da área.

Fizemos uma dinâmica para divisão de grupos, a Entrevista Musical (somente no matutino) e, em seguida, a atividade de produção em duplas, devido ao reduzido número de participantes nas oficinas. Vale ressaltar que essa é uma das atividades preferidas dos cursistas, onde eles podem produzir criativamente os seus textos colocando em prática aquilo que estudaram no TP.

A avaliação foi realizada oralmente e os cursistas mostraram-se satisfeitos com o desenvolvimento do programa, principalmente agora, com a mudança de estratégia no desenvolvimento das oficinas. Disseram que assim estão tendo um maior aproveitamento, pois têm mais tempo para estudar as unidades e aplicar as atividades práticas. Foi solicitado comprometimento com o horário de início da oficina já que vários cursistas estão chegando atrasado.

Embora tenha ficado um pouco ansiosa em relação a essa nova dinâmica de organização das atividades da oficina, também avalio positivamente a mudança, já podemos perceber que os conteúdos estão se tornando mais evidentes para os cursistas, mais presentes e próximos ao seu dia a dia. Porém, ainda não posso avaliar as atividades do Avançando na Prática, pois o tempo não foi suficiente para isso. Acredito que os cursistas deverão aproveitar efetivamente esse tempo para preparar melhor as atividades junto aos alunos.


Luiza Oliveira de Assunção
Formadora de Língua Portuguesa
Gestar II Cerejeiras - RO

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Autobiografia

Meu nome é Luiza Oliveira de Assunção, nasci aos 19 de dezembro de 1965, na cidade de Deodápolis, Mato Grosso do Sul.
Antes de completar sete anos, meu pai resolveu se mudar com a família para a capital de São Paulo, onde pretendia melhores oportunidades de emprego e estudo para os filhos.

A primeira escola de que me lembro ficava na capital de São Paulo, num bairro chamado Penha de França. Era um prédio de três andares e chamava-se Colégio Padre Antão. Eu me recordo bem das escadas, que era por onde eu, ainda criança, corria em busca da merenda e das brincadeiras do recreio. Na sala de aula, me recordo apenas de um professor de quinta-série. Ele era negro, alto, magro e muito sisudo, mas eu me identificava muito com ele, ele dava aulas de Português e, com certeza, foi o responsável pelo gosto que adquiri pela leitura.

O que mais me fascinavam eram os textos que me transportavam para um mundo de fantasia, cheio de emoção e de alegria. Eu me concentrava tanto nas leituras, nas histórias, que perdia a noção do tempo, da realidade, e muitas vezes fui repreendida duramente por isso, pois tinha que cuidar dos serviços da casa primeiro e, muitas vezes, me surpreendiam com um livro nas mãos, entretida com as aventuras dos personagens.
Pegava livros emprestados na biblioteca da escola, na biblioteca pública e dos meus professores. Adorava entrar em livrarias e sonhava em um dia poder adquirir todos aqueles livros ali expostos. Era meu sonho de consumo. Meus irmãos mais velhos também contribuíam trazendo material de leitura para mim. Gibis, revistas, livros os mais diversos, fotonovelas e outros. Tinha preferência por textos narrativos e que tivessem bastantes diálogos.
Aos onze anos de idade nos mudamos novamente. Agora para a cidade de Campo Grande. Ali, estudei numa escola muito boa, cujo nome homenageava o Padre Heitor Castoldi. Datam dessa época algumas lembranças muito boas como o contato com a música e as festas regionais.
Permanecemos somente um ano naquele lugar, de onde saímos atraídos pela possibilidade de adquirir um pedaço de terra. Viemos para Rondônia em 1978 e nos instalamos inicialmente na cidade de Colorado do Oeste e depois no sítio que meu pai ganhou do Incra.
Essa nova morada ficava localizada muito distante da cidade e, por isso, fui obrigada a interromper meus estudos na sétima série do ensino fundamental. Também rarearam as possibilidades de acesso a qualquer material de leitura, então lia o que me caía nas mãos.
Aos dezesseis anos me casei e, um ano depois, já era professora numa escolinha rural em turmas multisseriadas.
Logo em seguida me inscrevi num curso de formação de professores à distância, o Logos II.
Com minha sede de saber, consegui alcançar, nesse curso, um dos recordes dos quais me orgulho em meus estudos. Concluí o curso em menos de quatorze meses, realizando até quatorze provas em um só dia.
Assim “formada”, resolvi me mudar, com minha família para a cidade de Cerejeiras, quando fui trabalhar na Escola Tancredo Neves, isso em 1986.

Trabalhava com turmas do primário, segunda e terceira série, a maior parte do tempo.
Em 1995, surgiu a oportunidade de realizar mais um dos meus sonhos, um curso de graduação na área de Língua Portuguesa. Era um curso da UNIR, Universidade Federal de Rondônia. Quando comecei o curso, fui convidada a trabalhar com as séries finais do ensino fundamental e o ensino médio.
Em 2000, seis meses depois de minha formatura, fui surpreendida em minhas convicções pela demissão. O Governo do Estado, alegando a necessidade de enxugar a folha de pagamento, demitiu um grande número de funcionários.
Fiquei desesperada! Já havia percebido que a educação era a minha vida e não poderia viver de outra forma. Busquei por diversos meios reaver meu cargo, mas foi tudo em vão, percebi que não poderia tê-lo de volta. Minha salvação foram as escolas particulares e algumas aulas pelo município, até poder voltar. Agora de acordo com a lei. Com nível superior e concurso público. Fiz o concurso em 2001, passei e fui chamada pra tomar posse no meu cargo de Professora Nível III em abril do mesmo ano. Em 2008, fui convidada a fazer parte da equipe do Gestar II em Cerejeiras como formadora de Língua Portuguesa, com o qual espero poder contribuir para a formação continuada de muitos outros colegas professores e, dessa forma, ajudar na melhoria do qualidade da educação que é oferecida aos nossos jovens estudantes, principalmente, daqueles que são foco do programa, de sexto ao nono ano.


E o futuro? A Deus pertence... Mas acredito que estou deixando a minha contribuição para que ele seja melhor.